Ainda te lembras de navegar no oceano que era o nosso
pequeno e intenso amor? De quando me oferecias rosas e me dizias que tinham sido
plantadas só para mim?
Resolvi escrever cada palavra, descrever cada olhar, cada
sorriso e cada beijo em folhas de papel amarelo, como aquele das cartas que me
escrevias quando éramos pequenos adultos a brincar às escondidas.
As cartas juntei-as aos momentos que a Nikon congelou, já amassadas e com pequenos rasgões do passar dos dias e dos sentimentos.
Os nossos dias estão agora divididos em capítulos e vou
tentando encaixar os fins e os começos do puzzle a que nos fomos habituando ser
a nossa vida.
Foi escrito com as pequenas grandes palavras que nos saiam
da boca como se de uma canção de embalar se tratasse e colorido pelos sorrisos
rasgados e pelos olhos brilhantes de quem consegue ver para lá do horizonte.
E quando o livro acabar teremos os nossos momentos em folhas
de papel amarelo, como aquele das cartas que me escrevias quando éramos pequenos
adultos a brincar às escondidas.
Voltamos ao princípio as vezes que quisermos, rasuramos
aquilo que queremos esquecer e quando as lágrimas escorregarem, não te
preocupes, plastifiquei o coração.

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