quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Contos do Coração

Ainda te lembras de navegar no oceano que era o nosso pequeno e intenso amor? De quando me oferecias rosas e me dizias que tinham sido plantadas só para mim?
Resolvi escrever cada palavra, descrever cada olhar, cada sorriso e cada beijo em folhas de papel amarelo, como aquele das cartas que me escrevias quando éramos pequenos adultos a brincar às escondidas.
As cartas juntei-as aos momentos que a Nikon congelou, já amassadas e com pequenos rasgões do passar dos dias e dos sentimentos.
Os nossos dias estão agora divididos em capítulos e vou tentando encaixar os fins e os começos do puzzle a que nos fomos habituando ser a nossa vida.
Foi escrito com as pequenas grandes palavras que nos saiam da boca como se de uma canção de embalar se tratasse e colorido pelos sorrisos rasgados e pelos olhos brilhantes de quem consegue ver para lá do horizonte.
E quando o livro acabar teremos os nossos momentos em folhas de papel amarelo, como aquele das cartas que me escrevias quando éramos pequenos adultos a brincar às escondidas.
Voltamos ao princípio as vezes que quisermos, rasuramos aquilo que queremos esquecer e quando as lágrimas escorregarem, não te preocupes, plastifiquei o coração.


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