quinta-feira, 1 de junho de 2017

QUERIDO M.

Quero que saibas que já não sinto a tua presença ausência! O nosso meu T1 já não faz eco e a tua voz do Mourão ocupa o silêncio no caminho para o escritório.  
Na sexta, fomos como de costume ao cinema Bairro Alto, parece que a Bia está cada vez mais obstinada em arranjar-me outro amor Dr., mas como atraio sempre o imprevisível, acabei por me cruzar com a tua amante namorada. É só discutir sorrir e esmurrar acenar.
Acabámos enfrascados em Mojitos Vodka Preta e o David, que já disse aos pais que é gay, diz que não me calei a noite toda com a nossa ida a Cuba Itália. Decidimos marcar finalmente a viagem. Ah, vou precisar das malas que te emprestei! Porra, és eras pior que uma mulher! Foram precisas três malas de roupa, dois caixotes de livros/CD’s e cinco visitas extra ordinárias extraordinárias até apagares de vez o teu rasto.

O João e a Rita convidaram-nos convidaram-me para madrinha, parece que é desta que dão o nó para se enforcarem  juntarem de vez, e até já têm lua-de-mel marcada também para um destino paradisíaco. Aceitei. A Rita comentou estar nervosa e perguntou-me opinião. Disse-lhe, obviamente, que já não acredito no casamento! É como tudo, tem altos e baixos, mas o importante é mantermo-nos à deriva tona. Talvez o teu irmão nos prove que não há quem consiga construir finais felizes e te ensine a desculpa fórmula secreta para da próxima não seres apanhado na curva.

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